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Localizado
na zona varzeana da região metropolitana do Rio Grande do
Sul, o estúdio conta com frestas nas matajuntas e cupins
nos mochinhos, atua como refúgio pessoal, artístico e
dormitório.
Uma extensão de telhas 5mm em tesouras duplas reforçadas
com paredes sólidas e rasuradas, e um branco forro PVC
compõe o puxadinho onde durmo e produzo meu material.
O conflito
entre os sonhos que tenho na cama e as contas que chegam
por debaixo da porta proporcionam o entrave psico-criativo
que resolvo sob a mesa de desenho.
Com influências de literatura, pornografia e cinema,
quadrinhos, fantasia e realidade, o Estúdio Pinel foi
fundado para oficializar a
demanda do meu hobby e em uma griffe fajuta de produção
independente chula.
Perambulante pela região metropolitana de Porto Alegre,
trabalho
atualmente como ilustrador e infografista do
Jornal Zero Hora, além de
fazer trabalhos esporádicos de ilustração para revistas da
Editora Abril, como as revistas
Superinteressante,
Bizz e
Mundo Estranho. Já
trabalhei para revistas do ramo da SST e para os jornais
do Grupo Editorial Sinos.
Foram 3 anos
publicando as tiras Pinelcomics nos jornais
NH,
VS e
Diário de Canoas, onde
além de personagens como o Homem Parasita e Vida
Videoclipe, trabalhei as Fadas LTDA.
As fadas são
seres maravilhosos contratados para estruturarem nossas
relações de moral no mundo podre em que vivemos. Mas as
abandonamos assim que começamos a desenvolver ética
política e a nos bolinarmos com catálogos de roupas
íntimas. Nossa falta de fé e de sensibilidade resulta em
um grande quadro de desemprego no ramo da fantasia, e,
conseqüentemente, o sucateamento do mundo dos sonhos,
tornando-o real.
Publiquei quadrinhos em revistas independentes, como a
Tarja Preta (RJ) e
Bongolê Bongoró (DF),
Prego (ES) e Mosh! (RJ),
Vista (RS),
O Dilúvio (RS). Colaborei
no livro Edição de Risco, da Graffar (RS), e tenho
trabalhos espalhados por catálogos de mostras e salões,
entre outros, tendo como as mais cativas, as mostras
organizadas por Daniel Villa Verde, em Santo Antônio da
Patrulha e Osório (RS) e as feitas junto aos shows da
banda Viana Moog e Dante Inferno, no Tulipas Bar (SC) e no
Casarão Rock (RS), além dos meios virtuais, publicando
material no front
www.dissonancia.com e no
blog
OS DIARISTAS, do
zerohora.com.
Atualmente,
publico tirinhas das Fadas Ltda no jornal
Diário Gaúcho, da RBS.
Edito a revista Letal Mágico, que por enquanto, ainda está
circulando com a número 1 (ver link
LOJA) com moderado
respaldo no cenário nacional. Recebi algumas premiações em
quadrinhos:
1º Lugar na categoria Histórias em quadrinhos, no 16º
Salão Carioca de Humor, em 2005, realizado na Casa de
Cultura Laura Alvin/RJ, com a hq PERECÍVEL;
2º Lugar na categoria Histórias em quadrinhos, no 19º
Salão Carioca de Humor, em 2008, realizado na Casa de
Cultura Laura Alvin/RJ, com a hq A VINGANÇA É UM PRATO QUE
SE COME CRU;
2º Lugar na categoria Histórias em quadrinhos, no 12º
Salão Universitário de Humor de Piracicaba, em 2004,
realizado pela na UNIMEP, com a hq VERTIGEM VIRGEM;
3º Lugar na categoria Histórias em quadrinhos, no 2º Salão
de Humor Univates, em 2003, no Rio Grande do Sul, com a hq
Fadas LTDA;
Menção Honrosa no 11º Salão Universitário de Humor de
Piracicaba, em 2003, realizado pela UNIMEP, com a hq VIDA
VIDEOCLIPE;
Prêmio Telemov Novas Tecnologias, em 2008, com o curta O
PARADOXO DA ESPERA DO ÔNIBUS;
Melhor roteiro na Mostra Independente, com a revista Letal
Mágico.
O ambiente
introspectivo de um bairro dormitório e rondas noturnas
insalubres e insones em marcha lenta num 78 embalam o
humor sem graça dos personagens Pinel, que dali saem pela
internet ou impressas para um outro mundo não muito
diferente de onde elas saíram.
Desde os tempos de primário, passado o curso técnico e a
inconstância das trocas de curso na faculdade, sempre
procurei pelas formas gráficas de linguagem.
O
a u t o r G a b r i e l
R e n n e r
Por muito tempo procurei a realidade dentro da fantasia
que criava para mim mesmo. Me vi de repente então saindo
da minha casinha de bonecas como que acordado de um
pesadelo encharcado em meu próprio mijo, abraçado num
revista usada de mulher pelada de dois e cinqüenta dum
sebo no centro atrás da parada do ônibus que nunca vem.
Procurei a plenitude do meu ser dentro de mim, e quando
percebi, estava trancafiado no meu quarto pelos meus
próprio planos. É difícil sair de um lugar onde existem
raízes, por isso, gosto de mortos que são cremados, pois
não precisamos retornar no dia de finados com flores vivas
e brilhantes para por em um túmulo frio e cinza de
concreto desempenado.
Vi sacos de lixo pendurados na cerca e achei que eram
enfeites de Natal. Percebi que era hora de repensar meu
modo de ver a vida, mas quando olhei para o celular, o
calendário já marcava um novo janeiro.
Foi quando decidi demitir as fadas que mantinham-me
adormecido em busca de príncipes e rainhas em cada favor,
em cada sorriso.
Retirei o
cabo da bobina ao estacionar em frente a apartamentos
sublocados de tetos altos e azulejos decorados, visitando
novos desconhecidos para quem contava meus recentes
segredos, e me retribuíam contando suas vidas sinceras e
seus corações vermelhos.
Foi quando
percebi amar a vida estupidamente e não às pessoas
estúpidas, sendo estúpido suficiente para me apaixonar por
alguém que pense diferente de mim.
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