v.2 - por Nina Flores


25/07/2007
A cidade que matou milhares de peixes do rio que bebemos e ficou por isso mesmo




Um pouco de História sobre a cidade que amo..............................

Nesta semana comemora-se os 183 anos em que os imigrantes alemães
chegaram na cidade de São Leopoldo, batizada assim por eles em homenagem ao
padroeiro da imperatriz Leopoldina. Mas antes mesmo de ser erguida a metrópole
capilé, a vila onde eu resido atualmente já existia. Hoje, entre o trânsito dos
ônibus Cohab, São Geraldo e Feitoria Nova, está localizado a Casa ‘museu’ do
Imigrante. Antes dos colonos chegarem de barquinhos, a região era conhecida
como Feitoria do Linho-Cânhamo (Não é a toa que tem tanto maconheiro por lá.),
que era praticamente habitada por portugueses e seus escravos.

Em dezembro de 1824, o presidente da província, José Feliciano Fernandes
Pinheiro, mais tarde Visconde de São Leopoldo, visitou a colônia e sugeriu que São
Leopoldo se mudasse para onde hoje localiza-se Novo Hamburgo, devido a
possíveis enchentes naquele local.

Com a mudança, o administrador das terras, José Thomaz de Lima perderia o
controle da colônia. A sede acabou ficando inalterada, as enchentes ocorreram e
muitas famílias se fuderam. Quatro anos depois, ergueram a capela onde hoje é a
Igreja Matriz e o local foi tomando aspecto de povoado.

Desde 1860, a Rua Grande, ou Rua Independência já era badalada. A rua principal
contava com 115 lampiões a querosene na iluminação pública. Um funcionário da
Intendência, munido de escada, os acendia todos os dias meia hora antes de
anoitecer e os apagava na manhã seguinte. Como o meio de transporte era
formado por cavalos e carroças, as calçadas contavam com argolas para prender os
animais. A Feitoria representava a sede agrícola da cidade.

A construção da ponte 25 de Julho, em 1873, ajudou a desenvolver a região e
permitiu a criação da Cidade Nova na outra margem do Rio dos Sinos. O local logo
foi tomando a característica de pólo industrial, com a implantação de fábricas de
chapéu, cerveja, champanha e cerâmica, entre outras. Em 1897, o intendente
Epifânio Fogaça instituiu o aguadeiro municipal, que operou até a construção da
hidráulica, 29 anos depois. O produto era distribuído em baldes.

São Leopoldo Hoje ...........................................................

São leopoldo é hoje uma das cidades satélites de Porto Alegre, e devido a sua
posição de cidade universitária, agita uma badalada e violenta vida notura em seu
centro histórico e em bocas de tráfico. Com mentalidade de província e violência de
uma metrópole, alançou o segundo lugar no ranquing estadual em contaminados
pelo HIV.

Mas a cidade é berço de vários nomes importantes da arte e da ciência nacional.
Também tem o Biba.

Durante os dias que antecedem e sucedem a data de 25 de julho, ocorre a São
Leopoldo Fest. Durante cerca de uma semana, todos os leopoldenses poderão se
divertir e curtir as atrações que a prefeitura chama de culturais. Artesanatos como
casacos industrializados de couro e comidas típicas como bufês de comida
japonesa. Pela módica extorção de 3 reais (4 no “cambista oficial autorizado”{uma
contravenção legalizada}), o contribuinte pode visitar a festa que o prefeito
organizou para os turistas. Parece que com a grana recolhida nos ingressos e nos
chucrutes superfaturados, eles vão reinaugurar o único e interditado teatro da
cidade, além de reformarem totalmente os Cine Brasil e Cine Independência, que
atualmente sediam bingos clandestinos.

E assim, o cansado povo de São Leopoldo pode bater no peito e ler a frase
estampada no viaduto por detrás da placa de altura máxima permitida:
“Melhor do que morar é viver aqui.”





No detalhe, a arte do anúncio oficial produzido pelo setor de publicidade do
município. Fala sério, a banda Papas da língua com reconhecimento nacional,
tocando hit n anovela e tudo...Se esse é o reconhecimento pruma banda desse
porte, imagina pros artistas locais.

Nos posts mais antigos, tem uma hq sobre o grande time do QAimoré de São Léo,
uma homenagem a minha cidade pela qual não desito nunca. Se vc preferir,
mande um e-mail para gabrielrenner@estudiopinel, que mando a versão completa
para vc ler em seu computador.



Rabiscado por Gabriel Renner


24/07/2007
Do Mississipi ao Rio dos Sinos



Rabiscado por Gabriel Renner


19/07/2007
Pensando bem...

Ser alienado não faz doer tanto a cabeça e o coração
Quero viver as margens da alegria, para drenar a desilusão
quem vive o sonho de uma euforia cantarolada
pode acordar no pesadelo de uma vida mal interpretada



Rabiscado por Gabriel Renner


18/07/2007

Fazia tempo que não andava tão desanimado com o Brasil.
Acho que a atitude do presidente na abertura dos jogos PAN resumiu bem a
situação do país. O povo demonstrando sua angústia através de vaias, enquanto o
Lula fazia que não era com ele.

Esta é a infografia que fiz quando aconteceu o acidente, na terça-feira.



Rabiscado por Gabriel Renner de luto pelos contribuintes


16/07/2007



Rabiscado por Gabriel Renner empresarial


14/07/2007

Quase todos os âncoras do Fantástico escreveram ao menos um livro...



E uma das lições mais importantes que aprendi nas aulas de jornalismo é a de
que nunca se deve "abandonar" o leitor de uma notícia, mesmo que seu desfecho
demore para acontecer e ainda assim, de forma desinteressante. Como noticiei
aqui há algumas semanas, o site www.estudiopinel.com foi indicado ao HQ MIX. O
resultado já saiu, e não arrendei nada, diga-se de passagem. Mas o retorno foi
muito interessante, pela visibilidade da indicação.

Outra coisa, a animação O PARADOXO DA ESPERA DO ÔNIBUS agora concorre a um
prêmio na internet.

Rabiscado por Gabriel Renner é chic ou é cult?


11/07/2007
Falando mais merda que o Papa, o Lula e o Ziraldo juntos

Será que ninguém pensou em eleger o Congresso ou o Senado Nacional como
maravilhas do mundo moderno? Enfim, ficamos com o Cristo, que ainda parece
neutro, pelo menos por enquanto, já que o Papa andou afirmando que só a Igreja
Católica é a Igreja de Deus. Bom, mas que ótimo que graças a essa eleição
estúpida, tudo mudou fantasticamente no país. Os corruptos passaram a ser
punidos pela sua roubalheira e a criminalidade urbana está diminuindo com o
crescimento do acesso da população à cidadania. Muita gente acredita que tudo
isso foi graças á vitória de ontem da Seleção sobre o Uruguai na Copa América,
mas eu creio piamente que foi pela eleição do Cristo mesmo.





E já que estou falando sobre a maravilha que é este país, linko aqui a bela
reflexão do genial Dahmer sobre os jogos Pan.




Rabiscado por roubando carros com bebês no banco de trás


10/07/2007




Tá certo que com Um Real não se compra mais nem carteira de cigarro do
Paraguai, mas já que o assunto é fantasiar mesmo...

Rabiscado por Gabriel Renner e o crepe de vento


06/07/2007
Seguindo o asssunto sobre moda, na série O Homem Parasita

No episódio anterior, vimos nosso herói caindo nas garras do deslumbrante mundo
da moda fashion, mostrando que ele, assim como grande parte dos estúpidos
mortais que não tem mais nada para fazer além de se exibirem como pavões
irracionais em galinheiros de dondocas, acabam cedendo ao exigente mundo das
aparências...Será este o fim de nosso herói? Nãp percam os próximos capítulos de....



Rabiscado por Gabriel Renner entrevistado por Adriane Galisteu


05/07/2007
INTERCINE

E nessa sexta-feira tem Curta o Curta na Urca, no Rio de Janeiro, e vai passar o
filme O PARADOXO DA ESPERA DO ÔNIBUS, com direito a bate papo com os
realizadores. Vale lembrar, que o curta produzido pelo KZL e por mim já foi visto por
mais de 30 mil pessoas no You Tube, e ainda pode ser visto, acessando a capa do
site. Além deste, serão exibidos os filmes "Vende-se", de Diogo Oliveira, "O Nosso
Amor é tão Bonito", de Anna Costa e Silva e "Há de Funcionar", de Bia Marques e
Kelly Santos. As exibições começas ás 8 horas da noite, e
a entrada é franca



Rabiscado por Gabriel Renner ligue agora


02/07/2007
De carroça, nem pro baile funk...




Rabiscado por Gabriel Renner e o jegue tunado


29/06/2007

E como dizia a Cássia Eller "...e o príncipe contraiu um chato..."



Rabiscado por Gabriel Renner e o príncipe infectado


27/06/2007
....................roupas bonitas em gente feia........................




A nescessidade de se estar na moda é algo impressionante. Pouco ligo o quão
idiotas se portam os adultos ao desfilarem com pedaços de malhas com etiquetas
enormes e reluzentes, mas o que vem preocupando mesmo é como esse mercado
vem angareando o público infantil. Mocinhas de 5 anos querendo comprar o salto
alto da xuxa, a shortinho da Sheila Carvalho ou a cinta-liga dos Rebeldes.

Foi-se o tempo em que as crianças reconstituíam o ambiente caseiro e
aconchegante do lar em suas brincadeiras infantis. Nanando a bonequinha que
chora e acomodando-a num bercinho vendido separadamente, fazendo a
comidinha nas panelinhas do fogãozinho da cozinhazinha de plástico. Falcom
enfrenta o inimigo, junto aos Comandos em Ação, para defender o futuro e a
prosperidade de seu país. E faz com determinação. Sua garota Bárbie espera seu
primeiro filho em sua barriga escamotiável.

É inegável que o contexto da realidade mudou muito, com a era digital, internet e
Second Life. Os campinhos baldios tornaram-se violentos demais e os sangrentos
jogos em primeira pessoa já podem ser instalados em computadores de pequena
configuração. É gritante a diferença entre apenas duas gerações, e presenciar
testemunhos de jovens de 25 anos dirigindo-se a dez anos atrás como se fossem
anciãos lembrando dos brinquedos arcaicos fabricados pela Estrela, grool, Meplastic
e Tectoy.

Na carona desta perturbada relação entre pais cada vez mais jovens e crianças
prematuramente sabidas, o mercado se encarrega de dar educação aos filhos.
A infância vem crescendo como nicho de mercado. Os pequeninos estão cada vez
mais presentes nas pautas e debates de marketing e consumo de produtos, numa
época em que as prateleiras de brinquedos sumiram dos supermercados. Durante
toda a história, as crianças queriam brinquedos, e os pais priorizavam a compra de
vestuário para elas. A indústria começou a produzir roupas específicas para
crianças. Mas como fazer as crianças desejarem as roupas? Simples, associando-as
a seus ícones e ídolos. Ficaria a cargo das famílias entrar em consenso, e
aparentemente, uma troca justa. A criança passou a não pedir a boneca da Xuxa,
mas a botinha da loira. O pai compra embutido em uma só caixa, dois produtos.

O grupo Rebeldes, que ninguém sabe se é um grupo de música que faz novela,
ou se são atores que tem um grupo musical é claramente uma combinação de
truques mercadológicos para atrair o público consumidor, que compra desde os cds
e dvds (da novela e da banda, diga-se de passagem) até lancheiras, cadernos,
maquiagem, roupas e ascessórios.

Claro que até o Mickey e a Mônica exploram o consumismo infantil. Mas é outra
abordagem. A intenção não é produzir objetos de consumo sobre determinada
manifestação de entretenimento, mas é sim, produzir o entretenimento baseado
nos produtos comercialmente viáveis.

O mercado vem percebendo é que a criança já não é mais tão infantil, enquanto
os pais insistem na idéia da criança ideal, de pijaminha e pantufinha, com um
ursinho embaixo do braço. Na geração anterior, a das crianças que hoje estão no
papel de pais, quando um parente ousava dar uma roupa de presente de
aniversário, era aquela decepção. As crianças odiavam ganhar um abrigo. Era o
brinquedo que elas queriam. Bufavam e sapatiavam. Ir na casa da amiga para
brincar de bonecas virou um evento passível de coluna social.

O grande fato é que se discute o tempo todo sobre a violência, onde sempre
haverá um psicólogo afirmando que a criminalidade pode ser atribuída aos
desenhos animados onde um coelho bípede atira na cara do pato falante com uma
carabina. Uma situação bastante surreal perto da imposição de valores de status
que são martelados diariamente na vida das pessoas através das propagandas
inseridas dentro e fora dos intervalos comerciais. Os mais notáveis pensadores
concluirão então que a boa educação vem de casa, desde cedo, portanto, Barbie,
deixe seu filho na sala vendo tv enquanto o almoço fica pronto e papai não chega
do trabalho.

Rabiscado por Gabriel Renner é rebelde sem calça


24/06/2007

Hoje tive a oportunidade de me sentir um pouco como meus ancestrais, de ir na
banca e comprar uma Chiclete com Banana NOVA. Pena ser sempre nesse clima de
nostalgia com edições para colecionador, em versões comemorativas e coisa e tal.
A maior parte das histórias aqui publicadas eu já tenho em outras
revistas "originais", mas que foram todas compradas em sebos ou (a maioria)
carinhosamente dodas pelo meu melhor amigo Zandor. Porra, fazendo os cálculos,
já fazem mais de 20 anos que estas histórias foram publicadas, e seria
interessante que a gurizada que tá na área usufruísse um pouco dessa coisarada.
E depois de tanto tempo, esse material é quase que inédito denovo.
Enfim, gostei da revista, particularmente, poderia ter uma história inédita em cada
edição, pra ter um clima menos fúnebre na parada (assim não precisava comprar a
Piauí pra ler os quadrinhos inéditos do Laerte Angeli e Galuco ).
Fico culpando os autores, quando no fundo, acho que é falta de investimento da
editora, que podia aproveitar melhor a arte de elaborar contratos, lucrando com
novidades e enchendo merecidamente o cu de grana dos nossos heróis mariachis.




Outra resalva do meu fim de semana, ví o filme Problemas de um dorminhoco ,
onde Gus, um cara que tem anarcolepsia, e por isso, não pára em emprego
nenhum. Enquanto dorme, ele tem uns sonhos alucinantes, mas na vida real, vai
se afundando na merda. Casado com uma mulherzinha enjoada, que sonha com
glamor e glória, escorada nas lembranças do tempo em que era uma jovenzinha
gostosinha, até o dia em que teve o primeiro filho. Seu melhor amigo é um
magrelo que batalha para se tornar o novo Vandame. Gus segue seu dias de
silenciosa agonia entre um tombo e outro de sono repentino, até o dia que
descobre ser um talentoso quadrinhista, desenvolvendo os roteiros que sonha.
Mas as pessoas ao seu redor acabam se aproveitando do talento dele, para
melhorarem suas próprias vidas. Uma história muito bem construída, um humor
negro de primeira, com toques de bizarrismo. O filme é a sensação de derrepente
se perceber em uma vida frustrada, e se sentir velho demais
para desejar as
coisas como se ainda fosse uma criança. Fala sobre perdão e se auto-
perdoar. Eu ví o final feliz mais melancólico de toda a minha vida. Senti conforto e
também senti raiva. E depois me acomodei.

» Direção: Tristan Aurouet, Gilles Lellouche
» Roteiro: Gilles Lellouche, Philippe Lefebvre, Alain Attal
» Gênero: Comédia
» Origem: França



E por fim, uma tirinha das Fadas Ltda.




Rabiscado por Gabriel Renner louva Toninho Mendes


21/06/2007

O curta de desanimação produzido por mim e pelo Christian Caselli tá estrelando na
capa do You Tube . Comprem suas pipocas e encoxem as namoradinhas. Agradecimentos
especiais ao Chico Serra, que fez a bela locução do personagem principal, lembrando-me
de como uma semana no Rio de Janeiro pode deixar a gente falando chiado, e ao
veme do macedusss, que ocupou os créditos finais por ser um mentor intelectual

E quem quiser, pode ler este blog através do Sivuca , o time dos sem-mídia

Rabiscado por Gabriel Renner mainstreamer


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