A cidade que matou milhares de peixes do rio que bebemos e ficou por isso mesmo
Um pouco de História sobre a cidade que amo..............................
Nesta semana comemora-se os 183 anos em que os imigrantes alemães chegaram na cidade de São Leopoldo, batizada assim por eles em homenagem ao padroeiro da imperatriz Leopoldina. Mas antes mesmo de ser erguida a metrópole capilé, a vila onde eu resido atualmente já existia. Hoje, entre o trânsito dos ônibus Cohab, São Geraldo e Feitoria Nova, está localizado a Casa ‘museu’ do Imigrante. Antes dos colonos chegarem de barquinhos, a região era conhecida como Feitoria do Linho-Cânhamo (Não é a toa que tem tanto maconheiro por lá.), que era praticamente habitada por portugueses e seus escravos.
Em dezembro de 1824, o presidente da província, José Feliciano Fernandes Pinheiro, mais tarde Visconde de São Leopoldo, visitou a colônia e sugeriu que São Leopoldo se mudasse para onde hoje localiza-se Novo Hamburgo, devido a possíveis enchentes naquele local.
Com a mudança, o administrador das terras, José Thomaz de Lima perderia o controle da colônia. A sede acabou ficando inalterada, as enchentes ocorreram e muitas famílias se fuderam. Quatro anos depois, ergueram a capela onde hoje é a Igreja Matriz e o local foi tomando aspecto de povoado.
Desde 1860, a Rua Grande, ou Rua Independência já era badalada. A rua principal contava com 115 lampiões a querosene na iluminação pública. Um funcionário da Intendência, munido de escada, os acendia todos os dias meia hora antes de anoitecer e os apagava na manhã seguinte. Como o meio de transporte era formado por cavalos e carroças, as calçadas contavam com argolas para prender os animais. A Feitoria representava a sede agrícola da cidade.
A construção da ponte 25 de Julho, em 1873, ajudou a desenvolver a região e permitiu a criação da Cidade Nova na outra margem do Rio dos Sinos. O local logo foi tomando a característica de pólo industrial, com a implantação de fábricas de chapéu, cerveja, champanha e cerâmica, entre outras. Em 1897, o intendente Epifânio Fogaça instituiu o aguadeiro municipal, que operou até a construção da hidráulica, 29 anos depois. O produto era distribuído em baldes.
São Leopoldo Hoje ...........................................................
São leopoldo é hoje uma das cidades satélites de Porto Alegre, e devido a sua posição de cidade universitária, agita uma badalada e violenta vida notura em seu centro histórico e em bocas de tráfico. Com mentalidade de província e violência de uma metrópole, alançou o segundo lugar no ranquing estadual em contaminados pelo HIV.
Mas a cidade é berço de vários nomes importantes da arte e da ciência nacional.
Também tem o Biba.
Durante os dias que antecedem e sucedem a data de 25 de julho, ocorre a São Leopoldo Fest. Durante cerca de uma semana, todos os leopoldenses poderão se divertir e curtir as atrações que a prefeitura chama de culturais. Artesanatos como casacos industrializados de couro e comidas típicas como bufês de comida japonesa. Pela módica extorção de 3 reais (4 no “cambista oficial autorizado”{uma contravenção legalizada}), o contribuinte pode visitar a festa que o prefeito organizou para os turistas. Parece que com a grana recolhida nos ingressos e nos chucrutes superfaturados, eles vão reinaugurar o único e interditado teatro da cidade, além de reformarem totalmente os Cine Brasil e Cine Independência, que atualmente sediam bingos clandestinos.
E assim, o cansado povo de São Leopoldo pode bater no peito e ler a frase estampada no viaduto por detrás da placa de altura máxima permitida:
“Melhor do que morar é viver aqui.”
No detalhe, a arte do anúncio oficial produzido pelo setor de publicidade do município. Fala sério, a banda Papas da língua com reconhecimento nacional, tocando hit n anovela e tudo...Se esse é o reconhecimento pruma banda desse porte, imagina pros artistas locais.
Nos posts mais antigos, tem uma hq sobre o grande time do QAimoré de São Léo, uma homenagem a minha cidade pela qual não desito nunca. Se vc preferir, mande um e-mail para gabrielrenner@estudiopinel, que mando a versão completa para vc ler em seu computador.
Rabiscado por Gabriel Renner
24/07/2007
Do Mississipi ao Rio dos Sinos
Rabiscado por Gabriel Renner
19/07/2007
Pensando bem...
Ser alienado não faz doer tanto a cabeça e o coração
Quero viver as margens da alegria, para drenar a desilusão
quem vive o sonho de uma euforia cantarolada
pode acordar no pesadelo de uma vida mal interpretada
Rabiscado por Gabriel Renner
18/07/2007
Fazia tempo que não andava tão desanimado com o Brasil.
Acho que a atitude do presidente na abertura dos jogos PAN resumiu bem a situação do país. O povo demonstrando sua angústia através de vaias, enquanto o Lula fazia que não era com ele.
Esta é a infografia que fiz quando aconteceu o acidente, na terça-feira.
Rabiscado por Gabriel Renner de luto pelos contribuintes
16/07/2007
Rabiscado por Gabriel Renner empresarial
14/07/2007
Quase todos os âncoras do Fantástico escreveram ao menos um livro...
E uma das lições mais importantes que aprendi nas aulas de jornalismo é a de que nunca se deve "abandonar" o leitor de uma notícia, mesmo que seu desfecho demore para acontecer e ainda assim, de forma desinteressante. Como noticiei aqui há algumas semanas, o site www.estudiopinel.com foi indicado ao HQ MIX. O resultado já saiu, e não arrendei nada, diga-se de passagem. Mas o retorno foi muito interessante, pela visibilidade da indicação.
Outra coisa, a animação O PARADOXO DA ESPERA DO ÔNIBUS agora concorre a um prêmio na internet.
Rabiscado por Gabriel Renner é chic ou é cult?
11/07/2007
Falando mais merda que o Papa, o Lula e o Ziraldo juntos
Será que ninguém pensou em eleger o Congresso ou o Senado Nacional como maravilhas do mundo moderno? Enfim, ficamos com o Cristo, que ainda parece neutro, pelo menos por enquanto, já que o Papa andou afirmando que só a Igreja Católica é a Igreja de Deus. Bom, mas que ótimo que graças a essa eleição estúpida, tudo mudou fantasticamente no país. Os corruptos passaram a ser punidos pela sua roubalheira e a criminalidade urbana está diminuindo com o crescimento do acesso da população à cidadania. Muita gente acredita que tudo isso foi graças á vitória de ontem da Seleção sobre o Uruguai na Copa América, mas eu creio piamente que foi pela eleição do Cristo mesmo.
E já que estou falando sobre a maravilha que é este país, linko aqui a bela reflexão do genial Dahmer sobre os jogos Pan.
Rabiscado por roubando carros com bebês no banco de trás
10/07/2007
Tá certo que com Um Real não se compra mais nem carteira de cigarro do Paraguai, mas já que o assunto é fantasiar mesmo...
Rabiscado por Gabriel Renner e o crepe de vento
06/07/2007
Seguindo o asssunto sobre moda, na série O Homem Parasita
No episódio anterior, vimos nosso herói caindo nas garras do deslumbrante mundo da moda fashion, mostrando que ele, assim como grande parte dos estúpidos mortais que não tem mais nada para fazer além de se exibirem como pavões irracionais em galinheiros de dondocas, acabam cedendo ao exigente mundo das aparências...Será este o fim de nosso herói? Nãp percam os próximos capítulos de....
Rabiscado por Gabriel Renner entrevistado por Adriane Galisteu
05/07/2007
INTERCINE
E nessa sexta-feira tem Curta o Curta na Urca, no Rio de Janeiro, e vai passar o filme O PARADOXO DA ESPERA DO ÔNIBUS, com direito a bate papo com os realizadores. Vale lembrar, que o curta produzido pelo KZL e por mim já foi visto por mais de 30 mil pessoas no You Tube, e ainda pode ser visto, acessando a capa do site. Além deste, serão exibidos os filmes "Vende-se", de Diogo Oliveira, "O Nosso Amor é tão Bonito", de Anna Costa e Silva e "Há de Funcionar", de Bia Marques e Kelly Santos. As exibições começas ás 8 horas da noite, e a entrada é franca
Rabiscado por Gabriel Renner ligue agora
02/07/2007
De carroça, nem pro baile funk...
Rabiscado por Gabriel Renner e o jegue tunado
29/06/2007
E como dizia a Cássia Eller "...e o príncipe contraiu um chato..."
Rabiscado por Gabriel Renner e o príncipe infectado
27/06/2007
....................roupas bonitas em gente feia........................
A nescessidade de se estar na moda é algo impressionante. Pouco ligo o quão idiotas se portam os adultos ao desfilarem com pedaços de malhas com etiquetas enormes e reluzentes, mas o que vem preocupando mesmo é como esse mercado vem angareando o público infantil. Mocinhas de 5 anos querendo comprar o salto alto da xuxa, a shortinho da Sheila Carvalho ou a cinta-liga dos Rebeldes.
Foi-se o tempo em que as crianças reconstituíam o ambiente caseiro e aconchegante do lar em suas brincadeiras infantis. Nanando a bonequinha que chora e acomodando-a num bercinho vendido separadamente, fazendo a comidinha nas panelinhas do fogãozinho da cozinhazinha de plástico. Falcom enfrenta o inimigo, junto aos Comandos em Ação, para defender o futuro e a prosperidade de seu país. E faz com determinação. Sua garota Bárbie espera seu primeiro filho em sua barriga escamotiável.
É inegável que o contexto da realidade mudou muito, com a era digital, internet e Second Life. Os campinhos baldios tornaram-se violentos demais e os sangrentos jogos em primeira pessoa já podem ser instalados em computadores de pequena configuração. É gritante a diferença entre apenas duas gerações, e presenciar testemunhos de jovens de 25 anos dirigindo-se a dez anos atrás como se fossem anciãos lembrando dos brinquedos arcaicos fabricados pela Estrela, grool, Meplastic e Tectoy.
Na carona desta perturbada relação entre pais cada vez mais jovens e crianças prematuramente sabidas, o mercado se encarrega de dar educação aos filhos.
A infância vem crescendo como nicho de mercado. Os pequeninos estão cada vez mais presentes nas pautas e debates de marketing e consumo de produtos, numa época em que as prateleiras de brinquedos sumiram dos supermercados. Durante toda a história, as crianças queriam brinquedos, e os pais priorizavam a compra de vestuário para elas. A indústria começou a produzir roupas específicas para crianças. Mas como fazer as crianças desejarem as roupas? Simples, associando-as a seus ícones e ídolos. Ficaria a cargo das famílias entrar em consenso, e aparentemente, uma troca justa. A criança passou a não pedir a boneca da Xuxa, mas a botinha da loira. O pai compra embutido em uma só caixa, dois produtos.
O grupo Rebeldes, que ninguém sabe se é um grupo de música que faz novela, ou se são atores que tem um grupo musical é claramente uma combinação de truques mercadológicos para atrair o público consumidor, que compra desde os cds e dvds (da novela e da banda, diga-se de passagem) até lancheiras, cadernos, maquiagem, roupas e ascessórios.
Claro que até o Mickey e a Mônica exploram o consumismo infantil. Mas é outra abordagem. A intenção não é produzir objetos de consumo sobre determinada manifestação de entretenimento, mas é sim, produzir o entretenimento baseado nos produtos comercialmente viáveis.
O mercado vem percebendo é que a criança já não é mais tão infantil, enquanto os pais insistem na idéia da criança ideal, de pijaminha e pantufinha, com um ursinho embaixo do braço. Na geração anterior, a das crianças que hoje estão no papel de pais, quando um parente ousava dar uma roupa de presente de aniversário, era aquela decepção. As crianças odiavam ganhar um abrigo. Era o brinquedo que elas queriam. Bufavam e sapatiavam. Ir na casa da amiga para brincar de bonecas virou um evento passível de coluna social.
O grande fato é que se discute o tempo todo sobre a violência, onde sempre haverá um psicólogo afirmando que a criminalidade pode ser atribuída aos desenhos animados onde um coelho bípede atira na cara do pato falante com uma carabina. Uma situação bastante surreal perto da imposição de valores de status que são martelados diariamente na vida das pessoas através das propagandas inseridas dentro e fora dos intervalos comerciais. Os mais notáveis pensadores concluirão então que a boa educação vem de casa, desde cedo, portanto, Barbie, deixe seu filho na sala vendo tv enquanto o almoço fica pronto e papai não chega do trabalho.
Rabiscado por Gabriel Renner é rebelde sem calça
24/06/2007
Hoje tive a oportunidade de me sentir um pouco como meus ancestrais, de ir na banca e comprar uma Chiclete com Banana NOVA. Pena ser sempre nesse clima de nostalgia com edições para colecionador, em versões comemorativas e coisa e tal. A maior parte das histórias aqui publicadas eu já tenho em outras revistas "originais", mas que foram todas compradas em sebos ou (a maioria) carinhosamente dodas pelo meu melhor amigo Zandor. Porra, fazendo os cálculos, já fazem mais de 20 anos que estas histórias foram publicadas, e seria interessante que a gurizada que tá na área usufruísse um pouco dessa coisarada. E depois de tanto tempo, esse material é quase que inédito denovo.
Enfim, gostei da revista, particularmente, poderia ter uma história inédita em cada edição, pra ter um clima menos fúnebre na parada (assim não precisava comprar a Piauí pra ler os quadrinhos inéditos do Laerte Angeli
e Galuco ).
Fico culpando os autores, quando no fundo, acho que é falta de investimento da editora, que podia aproveitar melhor a arte de elaborar contratos, lucrando com novidades e enchendo merecidamente o cu de grana dos nossos heróis mariachis.
Outra resalva do meu fim de semana, ví o filme Problemas de um dorminhoco
, onde Gus, um cara que tem anarcolepsia, e por isso, não pára em emprego nenhum. Enquanto dorme, ele tem uns sonhos alucinantes, mas na vida real, vai se afundando na merda. Casado com uma mulherzinha enjoada, que sonha com glamor e glória, escorada nas lembranças do tempo em que era uma jovenzinha gostosinha, até o dia em que teve o primeiro filho. Seu melhor amigo é um magrelo que batalha para se tornar o novo Vandame. Gus segue seu dias de silenciosa agonia entre um tombo e outro de sono repentino, até o dia que descobre ser um talentoso quadrinhista, desenvolvendo os roteiros que sonha. Mas as pessoas ao seu redor acabam se aproveitando do talento dele, para melhorarem suas próprias vidas. Uma história muito bem construída, um humor negro de primeira, com toques de bizarrismo. O filme é a sensação de derrepente se perceber em uma vida frustrada, e se sentir velho demais para desejar as coisas como se ainda fosse uma criança. Fala sobre perdão e se auto- perdoar. Eu ví o final feliz mais melancólico de toda a minha vida. Senti conforto e também senti raiva. E depois me acomodei.
» Direção: Tristan Aurouet, Gilles Lellouche
» Roteiro: Gilles Lellouche, Philippe Lefebvre, Alain Attal
» Gênero: Comédia
» Origem: França
E por fim, uma tirinha das Fadas Ltda.
Rabiscado por Gabriel Renner louva Toninho Mendes
21/06/2007
O curta de desanimação produzido por mim e pelo Christian Caselli tá estrelando na capa do You Tube . Comprem suas pipocas e encoxem as namoradinhas. Agradecimentos especiais ao Chico Serra, que fez a bela locução do personagem principal, lembrando-me de como uma semana no Rio de Janeiro pode deixar a gente falando chiado, e ao veme do macedusss, que ocupou os créditos finais por ser um mentor intelectual
E quem quiser, pode ler este blog através do Sivuca , o time dos sem-mídia